
Dessa vez vai! Com uns 17 anos de atraso, mas vai. A turnê não poderia ter nome mais apropriado. Daqui pra março, capaz até de nascerem umas espinhas na cara de novo.
É difícil convencer a gurizada de hoje do prazer envolvido em apreciar um álbum de um artista qualquer. Quando se tem uma porrada de sites como Last.fm, Blip.fm e Grooveshark, a tarefa fica ainda mais inglória. Vou dizer que se eu tivesse uma conexão um pouco menos sebosa, nem torrent ia rolar. Perder tempo ouvindo dezenas de músicas pingadas – ou mesmo aos pedaços – é bem fácil com esses brinquedinhos. Isso não tem como ser saudável, infelizmente. Por isso é que faz parte do meu projeto de vida futura (espero que próxima) acumular alguns discos essenciais (nada de mp3) e me mudar pro meio do mato (enquanto houver), por mais hippie jujo que possa parecer.
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Ainda hoje tem gente mandando discos e releases pro Smash, o finado fanzine internético. Encafifado, indaguei-me sobre o motivo e logo descobri que isso acontece simplesmente porque ele ainda está lá! Óbvio, uma vez que não me lembro de explicitamente ter removido um byte sequer do ancião serviço de hospedagem gratuita HPG. No entanto, a surpresa vem do fato em si, de as bandas continuarem a gastar envelope, caneta e selo para enviar material.
Nesses tempos de internet (relativamente) rápida e popularização das tecnologias e serviços de publicação online, a tarefa de divulgar arte, textos e música na web foi gradualmente transferida das mãos de algumas pessoas mais habituadas a lidar com o processo de confecção de sites para as mãos dos maiores interessados: o artista e seu público. Em poucos minutos é possível fazer o download de um álbum inteiro, sem que isso envolva maiores custos ou inconvenientes procedimentos de distribuição.
Blogs (individuais ou coletivos), sites de relacionamento (MySpace e Orkut, principalmente o primeiro no caso da música) e redes de compartilhamento de arquivos podem não ter substituído os tradicionais zines impressos (ainda bem!), mas fizeram um estrago danado nos webzines “artesanais”, como é o caso do defunto em questão.
(Ah. Isso tudo foi porque recebi semana passada um material da banda Tubarão em Chamas. Infelizmente, não agüentei ouvir o disco até o final, como em cerca de 75% das vezes. Se alguém da banda chegou até aqui e leu isso, peço desculpas. Deram azar, porque sempre que isso acontecia eu simplesmente omitia: não escrevia nada sobre a banda no zine. Mas hoje foram sorteados para, quase cinco anos depois, exemplificar (desmascarar?) meu critério altamente científico de seleção. Bom, pelo menos é +1 link pro site. Ainda assim, vale ressaltar que está de parabéns a produção da capa, do release e principalmente do gibi que acompanha o disco. Idéia muito bem executada.)
Sou só eu sendo rabugento ou o oba-oba em cima da apresentação da banda irlandesa (ouvi falar da Irlanda mais vezes nessa última semana do que no resto da vida) conseguiu deixar o show ainda mais pasteurizado, previsível e poser do que devia ser originalmente? Até Ana Maria Braga virou roqueira e fã incondicional dos caras.