Pense num sujeito que ficou injuriado com a Copa do Mundo.
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sobre a estréia
22/06/2006 · Deixe um comentário
Nestes tempos de internet fica difícil escrever algo que não pareça um apanhado de tudo o que todo mundo comenta o tempo todo, mas vamos tentar umas rápidas impressões sobre o jogo de hoje, tão cedo quanto foi possível ligar o computador após o apito final do árbitro e antes que o Galvão diga as obviedades de sempre no Jornal Nacional.
- Desde 1997, Juninho Pernambucano merece ser titular de qualquer time deste universo e de qualquer outro que venha a existir. Emerson ou Zé Roberto podem perfeitamente suportar uns dias no banco de reservas.
- É difícil saber o que realmente acontece com Ronaldo desde a França ‘98. Ele faz de propósito só pra provar que consegue? É o cara mais sortudo do mundo, já que passa por tudo quanto é polêmica e sempre consegue dar um jeito de calar a boca de todos? Ou seria somente a prova de que resignação e persistência sempre acabam valendo a pena nos momentos de pressão? Não sei responder. Tirem suas conclusões.
- Zico é o proprietário do pé mais frio que já teve a sorte de tocar o solo do planeta Terra.
- É uma pena que Cicinho, creio eu, terá que devolver a lateral direita a Cafu, em nome da tentativa de alcançar alguns recordes em Copas do Mundo. Se o ídolo do Jardim Irene voava baixo em 94, o lateral do Real Madrid é o feliz proprietário de pelo menos uns cinco pulmões em 2006. Excetuando alguns momentos de afobação que permitiram ao Japão armar contra-ataques, o baixinho ainda tem um grande futuro na Seleção.
- Melhor substituição: o grande Rogério Ceni no lugar de Dida. Não sabemos se o são-paulino (futuro presidente do clube, basta ele querer) terá chance de jogar outro campeonato mundial.
- Em tempo hábil, Ronaldinho resolveu jogar com todas as suas merecidas premiações penduradas no pescoço. Ainda vai crescer muito nessa Copa. Merece um gol com urgência.
- Ricardinho tem vaga garantida em qualquer clube, mas nunca conseguiu entrar de verdade na sintonia da Seleção Brasileira.
- Ronaldo nunca vai conseguir arrancar um comentário negativo de Galvão Bueno. Durante o primeiro tempo – tirando o gol nos acréscimos, uma finalização e uns dois passes certos – nosso centroavante de peso pouco apareceu, mas mesmo assim só teve seu nome citado em elogios. É um caso (de amor?) que chega a ser intrigante.
- Tenho lembrança de acompanhar futebol há uns 17 ou 18 anos e nunca vi um setor defensivo de Seleção tão tranqüilo quanto o atual. Resta saber se as coisas vão continuar assim quando o time tiver que encarar seus reais adversários: Itália, Inglaterra, Argentina, Alemanha e Holanda (deveríamos incluir Portugal e Espanha nessa conta?).
- Com todo respeito à experiência dos mais velhos, o jogo de hoje comprovou que temos duas barangas nas laterais. Obrigado por tudo, de coração, mas no futebol atual quem não tem laterais com fôlego para se teleportar da defesa ao ataque e vice-versa, não tem muita coisa.
- Gana me assusta mais que a Itália. Com a Squadra Azzurra, pelo menos se sabe o tamanho da encrenca com a qual se está lidando.
- Como vai ser o expediente da próxima terça-feira, uma vez que o jogo é ao meio-dia?
É isso. Sei que é feio repetir o tema há três ou quatro posts, mas é isso ou assuntos do trabalho, heh.
seu juá, o boleirão
20/06/2006 · Deixe um comentário
Pela cara engraçada do filho, o pai só podia ser assim.
o pior cego
14/06/2006 · 1 Comentário
Ainda não li/ouvi ninguém dizer que a apresentação simplória da Seleção em sua estréia na Copa do Mundo foi menos fruto da inoperância dos dois homens de frente do que do exemplar trabalho de marcação da equipe croata. Raramente se via um jogador canarinho tocar a bola sem estar cercado por pelo menos um trio de adversários.
Brasileiro é oito ou oitenta: em geral tem a auto-estima tão baixa que não se imagina fazendo nada que preste. No entanto, quando se trata de futebol, tem essa mania esquisita de achar que só perde pra si mesmo.
as invasões bárbaras
18/05/2006 · Deixe um comentário
Sempre digo que a solução para a economia brasileira é exportação de cabra safado e de mala-sem-alça. Balança comercial positiva para sempre. O pior é que esse tal do suíço ainda não viu nada.
navio negreiro
18/03/2006 · Deixe um comentário
Ou, trocando em miúdos, “Já terminei de escolher uma molecada boa pra jogar bola lá nos times germânicos. Agora posso voltar pra casa”. Só não entendo porque precisa ser técnico do time pra isso.
E, pra completar, parece que vai sobrar pro Santinha.
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