The Importance of Being Morrissey
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
superaventuras
Meu cérebro funcionava melhor no tempo que esse tipo de material chegava a esgotar nas bancas
A gente era fã da Editora Abril lá em casa. Meu pai, certamente preocupado em estimular nossos hábitos de leitura, presenteava a mim e meus irmãos com assinaturas de gibis variados, à nossa escolha. Lembro que assinávamos tanto Disney quanto Turma da Mônica e, no dia do mês em que o correio trazia o pacotinho verde escuro, parava tudo! Era a festa da molecada (pelo menos na minha cabeça era).
Com o tempo, por volta dos 11 anos de idade, pedi pra escolher outra coisa. Claro que eu continuava lendo as revistinhas (era assim que a gente chamava por estas bandas) infantis, mas eu já começava a sacar mais ou menos a estrutura das historinhas e meio que já sabia onde elas iriam terminar. Pedi para trocar a parte que me cabia pelo Pacotão Marvel (acho que era esse o nome), pois me parecia um mundo totalmente novo a explorar. Devidamente fisgado, não me contentava mais com o conteúdo que vinha com o carimbinho “Exemplar de Assinante” e torrava todo dinheiro que conseguia juntar nas revistas que não faziam parte do pacote, além de muita coisa da DC Comics e de uma das minhas preferidas: A Espada Selvagem de Conan. Sim, com 11 anos de idade.
Acreditava que conseguia esconder, mas hoje tenho certeza que meus pais sabiam perfeitamente que eu lia isso. Nunca esquartejei ninguém até a presente data, nem pretendo.
Encontrar outros amigos e primos que também gostavam de quadrinhos era o auge da diversão. O intercâmbio das revistinhas era a nossa internet, com opções infinitamente mais escassas de entretenimento, mas também com muito menos falta de foco. As horas dedicadas aos quadrinhos eram de imersão total – assim como as destinadas a escutar música, logo nos anos seguintes.
Hoje é uma grande época para se viver, mas naquela meu cérebro funcionava bem melhor.
Imagens: Wikipedia
lampejo de esperança
No último sábado coloquei um alarme no celular para não perder a hora de ver o Jogo das Estrelas do NBB. A organização do basquetebol brasileiro aparenta (finalmente e com atraso) vir numa crescente nos últimos anos, desde a criação da Liga nesse formato. Claro que ainda falta MUITO chão para o basquete brasileiro voltar a ficar à altura de sua tradição, mas já é um começo.
O destaque maior foi a transmissão da partida pela TV aberta. Tudo bem que foi a Globo e que o horário não foi dos melhores, mas se é o preço que se tem que pagar para ter um pouco mais de visibilidade, tá valendo. A organização da festa está de parabéns! Vamos seguir melhorando, para colocar nosso esporte no lugar de destaque que merece. Nunca é demais lembrar que a meninada que quiser começar a jogar basquete AGORA, ainda tem chance de jogar a Olímpiada de 2016 no Rio, porque não?
Seguem os melhores momentos da partida:
O mapa do heavy metal
É certo: se alguém descobre que você tem um mínimo de interesse por heavy metal, uma das primeiras perguntas que você vai ouvir será algo parecido com “Qual a diferença entre heavy metal e thrash metal?”. Provavelmente a pessoa ficará sem resposta, tanto porque é realmente difícil explicar sem “mostrar o som”, quanto porque, se a pessoa tivesse real interesse em saber, ela já saberia, convenhamos.
Para evitar o constrangimento de situações como essa, uma boa solução é encaminhar o sujeito ao Map of Metal. O site ilustra o emaranhado de ramificações formado pelos incontáveis subgêneros do estilo, com direito a exemplos do repertório dos principais representantes de cada um. Obviamente, milhares de metalheads já devem ter reclamado da TAXONOMIA proposta no site, entre uma e outra dose da MARVADA. Vale dar uma olhada, se não pelo didatismo – pode ser muito útil pra apresentar a molecada ao gênero – que seja para admirar a capacidade humana de dissecar, rotular e colocar tudo em caixinhas.
Referências: http://www.mapofmetal.com/
